terça-feira, 10 de novembro de 2015
As pessoas como eu
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Retomando em outro estilo
sábado, 24 de outubro de 2009
Carrossel
Se você nasceu no meio da década de 80, com certeza vai lembrar da série carrossel que passava no SBT. Jaime Palilo, Maria Joaquinha, Davi e companhia formavam uma sala de aula muito divertida que toda criança queria estar.
No meio da série na televisão, surgiu uma tal de “patrulha salvadora”, formada pelos alunos, que tinha o intuito de ajudar as pessoas e animais que precisassem, arrumaram uma casa abandonada como sede e lá, traçavam as diretrizes da patrulha. Pois bem, os meus amigos da escola e eu, empolgadíssimos com as aventuras da patrulha decidimos criar uma também. Porém, como tudo que moleques de 10 anos fazem tem que ser diferente e sem noção, resolvemos mudar a razão social e a missão da patrulha (rs), passou a se chamar “Patrulha Atrapalhadora”, a missão vocês já devem imaginar. O primeiro passo era achar uma sede em Guanhães, combinamos uma tarde para sair e procurar, mais uma vez eu e meu irmão, inventamos algum tipo de mentira ou desculpa para minha mãe deixar-nos sair.
Achamos uma casa abandonada num morro, porém, muito bem trancada e com o muro alto e, apesar de termos conseguido pular o muro e achado um pé de abacate (que seria nossos suprimentos), decidimos que ela não serviria, pois, não conseguimos entrar na casa e era difícil pular o muro. Continuamos procurando, até achar uma construção abandonada que tinha apenas uma cerca de arame farpado...era uma casa que não tinha sido rebocada, com um lote vago ao lado, com laje, ou seja, poderíamos subir em cima dela, com areia de construção dentro, enfim, perfeita, a sede já tinha sido encontrada!
A primeira reunião foi legal, decidimos vários planos de ação da patrulha como, destruir o jardim dos outros, passar a mão na bunda das meninas, etc.. Na segunda reunião, estávamos em nossa sede tranqüilos quando sofremos uma invasão, alguns moleques da única favela de Guanhães (pinga fogo) invadiram a casa apavorando. Saímos correndo igual desesperados, sem noção pra onde ir, a única saída em que não cruzaríamos com os moleques era pelo lote vago ao lado, passando pelo meio da cerca de arame farpado, e a fuga foi por lá mesmo. Foi um atrás do outro e por azar eu fiquei por último, era pedra voando para todos os lados. Quando eu estava atravessando a cerca, veio um tijolo (isso mesmo) no meio das minhas pernas, PPUUUTTTZZZ, a dor veio com tudo, porém, não tinha nem tempo de sentir a dor, era tanta pedra voando e atingido minhas costas que tive que sair correndo subindo o lote vago junto com a galera. Chegando no topo do lote reparamos que a coleira do cachorro do Samuel, tinha ficado presa em um arbusto, vixe, foi umas 2 horas escondido lá esperando os moleques darem mole e criar coragem de voltar lá perto da cerca pra pegar o cachorro, coitado do cachorro, quase morreu se enforcando lá.
Guanhães realmente é uma cidade de muita sorte, pois, devido a esse moleques, não sentiram o terror que seria a atuação da Patrulha Atrapalhadora.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
sábado, 17 de outubro de 2009
Clementina - Parte 2
Tive que inventar uma mentira cabulosa pra minha mãe pra poder ir no famigerado encontro. Minha mãe sempre me prendeu muito e não deixava eu sair de casa a não ser se forsse pra trabalhar na loja do meu pai ou ir pra escola, porém, isso já é um outra história. Depois das mentiras que só uma criança poderia inventar, foram pra avenida (ponto da cidade) eu, meu irmão e um amigo (Gabriel). Chegando lá, já estava a Berenice e uma amiga dela que não me lembro quem é. Foi uma enrolação total, conversinhas de cá e de lá e nada de nos aproximar, parecia uma negociação de sequestro onde o negociador, ora o Gabriel, ora a amiga dela ião de um lado para o outro da rua para conversar comigo ou com ela. Chegou ao ponto que até uma musiquinha saiu, Gabriel repaginou a música Ó querida clementina com o nome da minha pseudo sogra, ficou assim: “ó querida, ó querida, ó querida Nalalícia, você agora é minha sogra com muito carinho e amor!!” puuutttzzz aí foi o cúmulo. Não precisa nem contar que não aconteceu nada né? Vixe como foi um dia ruim, gozação total na escola por não ter feito nada e ainda inventaram, não sei de onde, que eu tinha falado com minha mãe essas palavras: “mãe, posso ir na avenida ficar com a Berenice?” Nossa foi terrível! Valeu a experiência, pensava que pelo menos era uma história que me envolvia com uma mulher!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Clementina - Parte 1
Certa vez, não me lembro como, surgiu a conversa com os meus amigos que Berenice queria me ver pra ficarmos, detalhe, nunca havia beijado ninguém, até essa época a nossa história de casal se resumia a apenas andar de mãos dadas. Vocês devem imaginar o meu nível de desespero, eu era um garoto muito tímido para essas coisas, até então nunca tinha me imaginado beijando uma garota, e para a felicidade ou infelicidade minha eu provavelmente seria o primeiro da minha turma a dar um beijo na boca!
Foi um desespero depois que a notícia se espalhou, a galera toda insistindo pra eu ir, e eu tentando inventar mil desculpas e compromissos pra poder não ir, em vão, me encheram tanto o saco, me deram tantas noções de machismo que tive que manter minha imagem social e não teve jeito de negar.
Continua....
