Para pessoas como eu, tímidas e
cheias de preocupação com o que os outros irão pensar a respeito do que
escrevo, os dias de hoje estão complicados para ser abrir, emitir opiniões, ser
sincero, pois, realmente não quero nada em troca, não espero carinho, admiração
nem tapinhas nas costas, mas também não quero que joguem pedra, interpretem mal
ou me crucifiquem. Eis o dilema.
Para pessoas como eu, a segunda
possibilidade é muito mais evidente, mais palpável e plausível de acontecer,
afinal, o que meu amigos irão pensar de mim? O que os amigos que nem conheci
ainda irão imaginar? São perguntas que me faço e que vez e meia interrompem meu
texto de forma abrupta.
Pessoas como eu, possuem
redemoinho dentro da cabeça, aprisionado, quase saindo pelos orifícios, porém,
contido com toda a destreza e experiência acumulada nessa função durante os
anos.
Pessoas como eu tem opiniões
complexas sobre política, comportamento das pessoas, possuem observações
importantes sobre o mundo (importante pelo menos para elas).
São pessoas assim quem precisam
de um espaço como esse, democrático porém escondido, para que possam deixar
escapar pelo menos um ventinho do redemoinho.

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